O SUS oferece gratuitamente uma série de exames preventivos que podem detectar doenças graves em estágio inicial — quando o tratamento é mais eficaz e menos custoso. Mamografia, Papanicolau, colonoscopia, exames de sangue para diabetes e colesterol, aferição de pressão arterial. Esses exames salvam vidas. E uma parcela significativa da população brasileira não os faz.
Os motivos são variados: falta de tempo, medo do diagnóstico, desconhecimento sobre quais exames fazer e com que frequência, dificuldade de acesso ao sistema de saúde. Mas há também um fator cultural: a ideia de que ir ao médico quando não está doente é desnecessário.
O que a evidência diz
A evidência científica sobre medicina preventiva é clara: a detecção precoce de cânceres de mama, colo do útero e cólon aumenta significativamente as chances de cura. O controle de pressão arterial e colesterol reduz o risco de infarto e AVC. O diagnóstico precoce de diabetes permite intervenções que evitam complicações graves.
O custo-benefício da prevenção é inegável. Um exame de mamografia custa uma fração do tratamento de um câncer de mama avançado. Uma consulta de rotina que detecta pressão alta custa muito menos do que uma internação por infarto.
Guia básico por faixa etária
Para adultos de 20 a 39 anos: pressão arterial anualmente, glicemia e colesterol a cada 3-5 anos, Papanicolau para mulheres a cada 3 anos. Para adultos de 40 a 59 anos: adicionar mamografia para mulheres a partir dos 40, PSA para homens a partir dos 50, colonoscopia a partir dos 45. Para maiores de 60: manter todos os anteriores com frequência maior, adicionar densitometria óssea para mulheres.